Mariamélia

Prestes a revelar o que estivemos a preparar nestes últimos meses, achamos que seria bom apresentar de novo a Mariamélia. Para quem nunca percebeu bem quem está por trás deste nome, ou quem acabou de conhecer a marca.

Em meados de 2014 a Alexandra Macedo, que me conhecia através do "antigo" Flickr, partilhou comigo a ideia que tinha de criar uma marca de peças diferenciadas para a casa inspirada pelos objetos dos quais se queria rodear. Nessa altura vivíamos a mais de 300 km de distância, mas aquela ideia uniu-nos numa parceria inesperada. Imaginamos uma marca que traduzisse essa ideia de casa em comum. Essa visão começou a tomar forma no final desse ano numa parceria que dura até hoje. 

A Alexandra escreveu, na altura: “É um trabalho de parceria feita a uma distância de 300km, com a proximidade de duas pessoas que apenas se encontraram pessoalmente 3 vezes, mas que partilham desde há anos imagens de lugares por onde passam, coisas que fazem, objectos que gostam e sem nunca se terem falado, entenderam que apesar da distância física e etária, o que de mais importante tinham em comum era suficiente para se aventurarem num projecto a duas.”

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É um trabalho de parceria feita a uma distância de 300km, com a proximidade de duas pessoas que apenas se encontraram pessoalmente 3 vezes, mas que partilham desde há anos imagens de lugares por onde passam, coisas que fazem, objectos que gostam e sem nunca se terem falado, entenderam que apesar da distância física e etária, o que de mais importante tinham em comum era suficiente para se aventurarem num projecto a duas.

A marca nasceu da ideia de construir uma personagem feminina, que resumisse o imaginário que partilhamos: sem saudosismos, mas numa visão sensível dos objetos que nos são familiares. A Mariamélia foi essa personagem — interpretada a nosso pedido por vários ilustradores portugueses — que se materializou numa fase mais dispersa do projeto: vendemos peças antigas de cerâmica, ilustrações, almofadas e mantas feitas pela Alexandra; ensinamos várias pessoas a fazer tricot e crochet com fios de lã portuguesa; até desenhamos padrões para várias coleções de meias de uma marca nacional. Não só nos perdemos em todas essas experiências, mas a ideia inicial da marca, e do projeto, ficou cada vez mais longe do que havíamos imaginado.

Daí que, voltar ao princípio tenha sido essencial. Procurar de novo, à luz do que são hoje em dia aquilo que as pessoas procuram nos produtos diferenciados, aquilo que havíamos imaginado no início.

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No final de 2017 repensamos a marca e a sua filosofia e fomos em busca desses objetos verdadeiros que perseguíamos — aqueles que queríamos mesmo ter em nossa casa. Fomos em busca também das mãos que os fazem tão bem, procurando, de contactos para contactos, encontrar as pessoas certas para trabalhar a madeira, fazer cestas ou costurar acessórios.

Pusemos também as mãos na massa: dedicamo-nos aos melhores fios de lã (depois de tantas experiências), bem como aos tecidos de algodão e linho em inúmeros moldes e protótipos para cada peça.

Fizemo-nos também à estrada e fomos descobrir os artesãos portugueses que ainda fazem os objetos com que sonhamos. Visitamos feiras, mercados, fábricas, oficinas, ateliers e lojas para descobrir os melhores fazedores e os objetos mais bonitos.

Longe da ideia bucólica que a marca preconizava em 2014, a Mariamélia de 2018 já não se debruça à janela, a sonhar com o passado. Prefere criar o futuro da casa inspirada pela honestidade dos objetos do passado.

Filipa.

English version coming soon.

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